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“Black Dynamite” chega à Mouraria em Julho

"Black Dynamite" de Scott Sanders

“Black Dynamite” de Scott Sanders

O filme Black Dynamite de Scott Sanders chega à Mouraria no dia 26 de Julho às 21h45, integrado no programa Há Cinema na Mouraria organizado pela Fundação Inatel.

Black Dynamite é um ex-agente da CIA, homem elegante e de bom porte, muito apreciado pelas mulheres, disposto a correr todos os riscos para vingar a morte do irmão. Numa luta feroz contra o assassino The Man, mata todos os que se atravessarem no seu caminho, sejam eles mestres de kung-fu, proxenetas, traficantes de droga ou assassinos. Admirado e temido pela comunidade negra, distribui murros, golpes de kung-fu e tiros de revólver, enquanto combate o crime nas ruas e defende os seus concidadãos.

Inspirados na figura do cantor James Brown, o realizador Scott Sanders e o actor e co-argumentista Michael Jai White criaram uma comédia de acção extravagante, que joga com todos os clichés dos filmes e séries de televisão dos anos 70. É um olhar satírico e irresistível sobre a era da blaxploitation, com todos os ingredientes para agradar: o herói “bom” que mata “os maus”, cenas de perseguição, tiroteios, uma casa de má reputação e golpes de karaté à mistura com cenas hilariantes.

Há Cinema na Mouraria acontece de 26 a 29 de Julho às 21h45 na Rua da Mouraria, 64.

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Famílias complicadas, romances, otakus, viagens…

A infância, a memória e uma certa nostalgia do passado são temas férteis na 9ª edição do festival. São vários os géneros, países de origem, linguagens. Um estilo muito próprio em casa filme, com a assinatura de realizadores consagrados e de novos realizadores que dão os primeiros passos num caminho que os espectadores são convidados a acompanhar. Um ponto de partida e a continuação de uma aposta no cinema independente. A viagem começa já no dia 26 de Abril, nas salas do festival: Culturgest, Cinema São Jorge e Cinema Londres.

"Bonsái" de Cristián Jiménez

A abrir oficialmente o IndieLisboa’12 está Dark Horse de Todd Solondz. Abe, o protagonista, é uma espécie de homem-criança, ainda a viver em casa dos pais, apegado aos brinquedos e um verdadeiro fenómeno de “arrested development”. Ele trabalha com pouca ou nenhuma motivação na empresa do pai e há duas mulheres na sua vida: a mãe superprotectora e a secretária do pai, que acaba os trabalhos que ele deixa em atraso. Quando conhece uma rapariga chamada Miranda, esta não vai ser só uma típica história “boy meets girl”, como já nos tem habituado Solondz à luz de filmes anteriores (entre eles as sátiras Happiness Life During Wartime). Em entrevista, o realizador fala deste fenómeno pouco comum, que dá pelo nome de “Otaku” no Japão. Nesta categoria poderíamos inserir também  Greenberg de Noah Baumbach, que abriu o festival em 2010. Com Dark Horse, Solondz queria mostrar um outro lado da questão.

Também não estamos muito longe de Terri de Azazel Jacobs. O protagonista tem 15 anos, é obeso, foi abandonado pelos pais e vive com um tio doente. Todos os dias é gozado pelos colegas e ignorado pelos professores, que já nem ligam à sua falta de empenho. Terri está sozinho e alienado do mundo que o rodeia. Mas o vice-director da escola, Sr. Fitzgerald (John C. Reilly), revê-se em Terri e vai tentar ajudá-lo a ver-se a si próprio e aos outros com outros olhos.

"Le Skylab" de Julie Delpy

Le Skylab de Julie Delpy é o filme de encerramento e nele relembra-se as primeiras vezes: o primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira desilusão. Albertine tem 10 anos e todos os seus familiares estão reunidos na casa da família na Bretanha para o aniversário da sua avó, que vai fazer 67 anos. Ali reina a confusão de pais, filhos, tios e primos que se reúnem para beber, discutir e falar de vários assuntos. O fim-de-semana acaba por se transformar num momento de revelações inesperadas e de circunstâncias imprevisíveis.

Em De Jueves a Domingo, Lucía (9 anos) e o irmão Manuel (5) vão passar umas mini-férias com os pais, Fernando e Ana, e viajam no pequeno carro da família até ao norte do Chile. A ideia era passarem tempo de qualidade juntos, mas a viagem é, afinal, uma despedida. No carro, a mãe e o pai evitam falar directamente um com o outro e os silêncios inquietantes criam uma atmosfera tensa. Em The Color Wheel outros dois irmãos, JR e Colin, viajam sozinhos para recuperar os pertences de JR que ficaram em casa do seu ex-namorado, um professor. Eles não se dão exactamente bem, mas entendem-se melhor do que as outras pessoas os entendem a eles, sem paciência para os seus feitios. He Was a Giant with Brown Eyes de Eileen Hofer (Soap Opera in Wonderland, exibido no IndieLisboa’11) conta a história de Sabina, uma jovem que teve que se mudar com a mãe para a Suíça, para longe da irmã mais velha, Narmina, e do pai, que estão em Baku, no Azerbaijão. Cinco anos depois, ela regressa ao Azerbaijão, já com 17 anos, para passar as férias de Verão com o pai e a irmã, mas a vida familiar e em sociedade vão ser um verdadeiro desafio num momento crítico para a  construção da sua identidade.

L’estate di Giacomo de Alessandro Comodin é sobre o amor inesperado. Giacomo, um adolescente surdo de 19 anos, vai fazer um piquenique com a sua melhor amiga Stefania e numa caminhada pelas margens de um rio que parece saído de um conto de fadas tudo acontece pela primeira vez. A atracção e a descoberta da sexualidade está também em L’âge atomique de Héléna Klotz: É sábado à noite e dois rapazes, Victor e Rainer, apanham o comboio para passarem a noite em Paris. Já na discoteca, a dança e o jogo da sedução começam.

"L’estate di Giacomo" de Alessandro Comodin

Berlin Telegram de Leila Albayaty fala sobre a dor de uma relação que acaba e de todos os momentos que o coração destroçado de Leila revisita em loop, como se isso pudesse recarregar a relação que chegou ao fim. O que fazer? Insistir? Seguir em frente? Crescer? E o que é isso? Wuthering Heights de Andrea Arnold, baseado no único romance de Emily Brontë, conta a história sombria de um amor apaixonado e conturbado, a rivalidade entre irmãos, a vingança e problematiza o racismo. Rodada na zona rural da Yorkshire selvagem, a adaptação de Andrea Arnold (Fish Tank) deste clássico é original, refrescante e volta a contar uma história sempre contemporânea. Em Bonsái de Cristián Jiménez também é a literatura, em particular Proust, que une Emilia e Julio, mas a fronteira entre ficção e pura mentira é ténue e os personagens deixam de conseguir distinguir a verdade.

Em The Loneliest Planet de Julia Loktev, Alex (Gael Garcia Bernal) e Nica (Hani Furstenberg) são dois jovens apaixonados, já com casamento marcado. No Verão antes de se concretizar o laço, decidem explorar, de mochilas às costas, as montanhas do Cáucaso, na Geórgia, acompanhados por um guia local. Um pequeno gesto, momentâneo, coloca o futuro do relacionamento em risco.

Em 17 filles de Delphine Coulin e Muriel Coulin, dezassete adolescentes tomam juntas uma decisão inesperada que irá mudar as suas pequenas e pacíficas vidas, para grande consternação das famílias e professores: decidem engravidar ao mesmo tempo. Em Nana, Valérie Massadian filma de forma livre e sincera uma menina de 4 anos que mora com a mãe e o avô numa casa de pedra no interior de França, longe de todas as outras crianças. Um dia, quando regressa da escola, encontra a casa em silêncio. Sem receber qualquer tipo de explicação para o desaparecimento da mãe, ela decide seguir o seu próprio caminho. A vida, a morte, a conquista da independência e a beleza rude e quase violenta da paisagem permeiam o filme.

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Zero em Comportamento apresenta nova identidade gráfica

Logotipo Zero em Comportamento

Dez anos volvidos sobre o início da sua actividade, a Associação Cultural Zero em Comportamento aposta numa identidade renovada. O seu design contemporâneo, que une tipografia a elementos geométricos, remete para o significado do nome da associação através da introdução da aleatoriedade de dimensões e posicionamento.

A atitude irreverente e inovadora que a associação procura implementar na sua actividade quotidiana de divulgação e promoção da cinematografia nacional e internacional não comercial, dentro e fora de Portugal, está patente nesta nova imagem.

Esta identidade irá estar presente no novo website da associação, a ser lançado brevemente, e pretende reforçar a visibilidade da Zero em Comportamento na organização e produção de eventos culturais ligados ao cinema independente. Um dos objectivos principais da actividade da associação é tornar acessíveis ao grande público filmes e realizadores que se apresentam como alternativa ao cinema comercial.

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“Há Pânico na Aldeia” em visionamento pelo país

A Zero em Comportamento, associação cultural responsável pela organização do IndieLisboa, inicia agora uma actividade regular na distribuição de carácter não-comercial de filmes exibidos no festival.

O primeiro filme desta nova frente é a animação Há Pânico na Aldeia, de Stéphane Aubier e Vincent Patar, exibido na edição do IndieLisboa de 2009, na secção IndieJúnior.

Há Pânico na Aldeia mostra a vida de brinquedos de plástico que, por vezes, nem sempre é fácil, contando a história dos habitantes de uma quinta que se lançam em aventuras surreais, culminando com a viagem que um trio de amigos faz ao centro da Terra.

O filme nasceu a partir de uma série televisiva de sucesso com o mesmo nome e tem sido emitida em países como Austrália, Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá e Inglaterra.

A próxima exibição de Há Pânico na Aldeia vai ter lugar no Centro Cultural Malaposta, dia 7 de Novembro, às 11h00.

Para mais informações sobre as condições de exibição deste filme pode enviar um e-mail para programas@zeroemcomportamento.org

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