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“Por Aqui Tudo Bem” premiado no Los Angeles Film Festival

“Por Aqui Tudo Bem” de Pocas Pascoal

“Por Aqui Tudo Bem” de Pocas Pascoal

O filme Por Aqui Tudo Bem de Pocas Pascoal conquistou o prémio principal atribuído pelo júri a filmes de ficção na edição de 2012 do Los Angeles Film Festival.

De acordo com o júri, “a realizadora transformou a sua história pessoal de exílio de Angola num drama profundamente comovente, cujo poder cinematográfico é particularmente impressionante no trabalho de um realizador estreante”.

Inspirada na sua experiência, em Por Aqui Tudo Bem Pocas Pascoal, retrata a história de duas jovens irmãs angolanas que fogem da guerra civil em Angola e, sozinhas, sobrevivem e tornam-se mulheres.

Este prémio atribuído pelo júri da competição de filmes de ficção tem o valor de 15 mil dólares (cerca de 12 mil euros).

Por Aqui Tudo Bem teve a sua estreia em Portugal no IndieLisboa’12, onde foi distinguido com o Prémio TAP Para Melhor Longa Metragem Portuguesa de Ficção.

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Foco Cinema Emergente: Cinema Suíço – Um Bando à Parte

É dentro de um pólo de cinema novo que o IndieLisboa vai encontrar o nervo desta programação especial inserida na secção de Cinema Emergente: nos filmes de Ursula Meier, Jean-Stéphane Bron, Frédéric Mermoud e Lionel Baier, quatro realizadores que constituem o colectivo Bande à part Films. Todos estes cineastas, ainda que com uma voz distinta, realizam filmes que comunicam com um público alargado. É a reconfiguração de uma tradição cinematográfica que se aperfeiçoa sem deixar de ser popular, que mantém o realismo que verdadeiramente comove os espectadores.

O IndieLisboa considera que estes cineastas, e o novo cinema suíço, têm tido pouca atenção por parte dos media e do público português, falha que tem tentado diluir. Não se trata de uma retrospectiva integral das obras dos quatro realizadores mas, sim, de um conjunto de filmes que explora todos os universos explorados por esta família.

Entre os convidados do programa estão Ursula Meier e Lionel Baier, este último com carta branca para escolher filmes da ECAL orientados pelos quatro realizadores, apresentando uma sessão de curtas metragens que nunca passaram no IndieLisboa.

Este programa tem o apoio da Swiss Films e da Embaixada da Suíça em Lisboa.

Programa

Garçon stupide, de Lionel Baier, 2004, França, Suíça
O rapaz estúpido é Loïc. Alguém que confunde desejo e prazer, amizade e sexo, admiração e sucesso. Loïc, aquele que tenta compensar tudo aquilo que a vida não lhe deu, mesmo antes de crescer.

Comme des voleurs (à l’est), de Lionel Baier, 2006, Suíça
Lionel descobre as suas raízes polacas e altera toda a sua vida em torno desta nova existência.

Un autre homme, de Lionel Baier, 2008, Suíça
François não sabe nada sobre cinema mas escreve críticas para um pequeno jornal. Rosa é uma reconhecida crítica de cinema. Uma relação perversa cresce entre os dois.

Toulouse, 2011, Suiça + Low Cost, 2010, Suíça, de Lionel Baier
Toulouse: 1 de Agosto. Cécile e a sua filha Marion compram um velho Ford Taunus. A viagem tarda em começar.
Low Cost: desde os 9 que David conhece a data da sua morte. À medida que se aproxima o dia, passa o tempo junto das pessoas que ama mas vive obcecado com o nó da gravata e com a morte do cineasta Claude Jutra.

Les épaules solides, 2002, França, Bélgica, Suíça + Tous à table, 2001, Bélgica, Suíça, de Ursula Meier
Les épaules solides: Sabine, uma jovem atleta, quer ser a melhor e mais rápida do mundo, a todo o custo.
Tous à table: Um jantar de aniversário entre amigos. Bebe-se, canta-se, fuma-se, até que alguém diz uma adivinha. Todos procuram solucioná-la com as suas próprias obsessões, e o jantar muda de tom.

Mon frére se marie, de Jean-Stéphane Bron, 2006, França, Suíça
A primeira ficção de Jean-Stéphane Bron, no centro do qual está o casamento de Vinh, jovem vietnamita adoptado por um casal suíço quando tinha sete anos, e uma família que tenta manter as aparências ao mesmo tempo que atravessa inúmeras mudanças.

Complices, 2009, Suíça, França + Son jour à elle, 1998, Suíça, de Frédéric Mermoud
Vincent e Rebecca apaixonam-se à primeira vista, num cyber-café. Dois meses depois, Vincent aparece morto e Rebecca está desaparecida.
Son jour à elle: Chiara, de doze anos, faz a primeira comunhão. A mãe está decidida a imortalizar o momento com uma fotografia memorável mas Chiara não se sente bem.

Conjunto de curtas metragens da ECAL seleccionadas por Lionel Baier.

Filmes de Gabriel Abrantes exibidos no BFI

Liberdade, de Gabriel Abrantes e Benjamin Crotty

Nos próximos dias 22 e 25 de Outubro, o Festival de Cinema de Londres (BFI) apresenta quatro obras de Gabriel Abrantes.

Liberdade, de Gabriel Abrantes e Benjamin Crotty, foi exibido no IndieLisboa’11 e valeu ao cineasta luso o Prémio RESTART para Melhor Realizador Português de Curta Metragem. Filmado em Angola, aborda a relação de Liberdade, um jovem angolano, com a sua namorada chinesa.

Em seguida, será apresentada a primeira média metragem de Abrantes, Palácios de Pena, co-realizada por Daniel Schmidt. Esta parábola de culpa e opressão onde são abordados alguns aspectos da história colonial Portuguesa recebeu o apoio do Fundo IndieLisboa/FNAC 2011 e foi já apresentada no Festival de Cinema de Veneza este ano.

A sessão termina com as curtas metragens Olimpia I & II, realizadas por Abrantes e Katie Widloski, cujo enredo se desenvolve à volta de um quadro de Manet e que foram exibidas no IndieLisboa’08.

Os filmes serão exibidos numa única sessão, inserida na secção Experimenta que se dedica à divulgação de cinema experimental e propostas avant-garde no âmbito audiovisual. A sessão será realizada nos dias 22 (às 19h00) e 25 (às 13h15). O Festival de Cinema de Londres tem lugar em dez salas londrinas de 12 a 27 de Outubro.

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Rubber de Quentin Dupieux estreia em sala

Rubber/Pneu de Quentin Dupieux

A mais recente longa metragem de Quentin Dupieux (mais conhecido pelo nome de Mr. Oizo, personalidade marcante da actual cena musical francesa) chega às salas de cinema portuguesas no próximo dia 8 de Setembro. Rubber (Pneu, no título português) foi exibido no IndieLisboa’11 na secção Cinema Emergente.

O filme conta a história de um grupo de pessoas que é convidado a assistir, com a ajuda de binóculos, a um filme “ao vivo”, em pleno deserto californiano. Mas quando a acção do filme se aproxima delas, à velocidade de um pneu que ganha vida para matar, este filme torna-se, na realidade, um filme de terror.

Quentin Dupieux foi sabiamente buscar os ingredientes dos filmes de terror dos anos 70 para construir esta deliciosa história de um pneu que assassina, mas também se apaixona. Um piscar de olhos a Carpenter num filme que nos traz à memória Christine, um carro assassino, aqui materializado num estranho e invulgar pneu.

Rubber/Pneu vai estar em exibição nos cinemas King.

Dois filmes portugueses distinguidos no Festival de Locarno

“Liberdade” e “É na Terra Não É na Lua”, filmes apresentados no IndieLisboa’11, foram agora distinguidos no Festival Internacional de Cinema de Locarno.

“Liberdade”, realizado por Gabriel Abrantes e Benjamin Crotty, recebeu o Prémio de Filme e Vídeo na secção Pardi di domani (Leopardos de Amanhã) depois de ter sido premiado no IndieLisboa deste ano com o Prémio Restart para Melhor Realizador Português de Curta Metragem. Abrantes é distinguido em Locarno pelo segundo ano consecutivo, depois de ter sido recebido em 2010 o Leopardo de Ouro pelo filme “A History of Mutual Respect”, que também tinha vencido o Prémio Media Recording de Melhor Curta Metragem Portuguesa na edição do IndieLisboa’10.

O filme de Gonçalo Tocha, “É na Terra Não é na Lua”, recebeu a Menção Especial do Júri na secção Cineasti del presente (Cineastas do Presente), dedicada a jovens cineastas. Esta foi a primeira exibição do filme na sua íntegra, após uma versão de trabalho com 30 minutos ter sido apresentada em sessão especial no IndieLisboa’11.

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