A finta do neo-liberalismo é que, afinal, também é imposto

Direcção do Fundo Monetário Internacional

A cultura neo-liberal chegou a todos os cantos do mundo. Disseminada em grande parte com a fragmentação da União Soviética e o final da Guerra-fria, por vezes imposta mesmo à força, por norma de acordo com os planos do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, a ideologia foi fortemente impulsionada com a fundação da Sociedade Mont Pèlerin, em 1947. Os think tanks neo-liberais, fortemente financiados por multinacionais, geraram uma vaga propagandística que vai dos media às universidades, imiscuindo-se até em governos (tanto de direita como de esquerda), tornando-a quase invulnerável – um dogma – perante a opinião pública. A base ideológica é bem conhecida e passa pela despolitização dos mercados, promovendo a ausência de regulação, deixando tudo nas mãos das classes financeiras e minimizando o papel dos Estados. O que o documentário propõe é, com a ajuda de prestigiados intelectuais dos dois lados do debate aceso sobre o neo-liberalismo, uma esclarecedora visão sobre a história e a implantação actual desta doutrina económica.

L’encerclement – La démocratie dans les rets du néoliberalisme, de Richard Brouilette (Canadá, 2008) [Ver extractos aqui.]

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